terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que Wagner Moura tem em comum com Benicio del Toro?

O que o ator Wagner Moura tem em comum com o ator porto-riquenho Benicio del Toro? São dois pontos fortes e convergentes: O primeiro é que ambos são demasiadamente talentosos, arrisco-me a dizer que Moura leva até boa vantagem em relação a del Toro; o segundo ponto é a indigência mental de ambos quando o assunto é Política e História. Quando Moura e del Toro abrem a boca para se pronunciarem sobre política, quem está por perto deve tapar o nariz com todas as forças porque a coisa vai feder.

Até hoje, Wagner Moura procura se livrar obstinadamente do personagem Capitão Nascimento que interpretou no filme Tropa de Elite, aliás, o fez de maneira magistral. A imagem do militar duro que soca a botina em bandido sem dó nem piedade (e é assim mesmo que tem que ser feito) por isso que todos louvaram o filme, parece causar pesadelos no ator subtraindo-lhe noites de sono. Justamente por isso então ele entrou num processo desesperador de engajamento esquerdista anti-capitalista (ou seria esquerdopata?) de dar pena. Hoje quando se fala em ator engajado com o pior da esquerda, o primeiro nome que vem em mente é sem dúvida alguma o de Wagner Moura, pior que o Zé de Abreu. Apesar disso, Moura adora ganhar altos cachês para fazer propaganda na TV de empresas privadas de altíssimo nível.

Wagner Moura tem um projeto cinematográfico no qual estreará na direção. Trata-se da biografia sobre o guerrilheiro terrorista e assassino Carlos Marighella. Não tenho nada contra atores que interpretam no cinema os maiores assassinos da história da humanidade como foram Hitler, Mussolini, Stalin,  Che Guevara e outros tantos patifes e covardes tais como Olga Benário, Luis Carlos Prestes, Lamarca, Lampião etc. A questão é justamente a posição política do ator em relação a esses monstros  psicopatas. Creio que para um ator aceitar representar tipos dessa estirpe, é necessário e fundamental que ele tenha um vasto arsenal histórico dos fatos reais e da vida desses monstros.  Não é o caso de Wagner Moura nem de Benicio del Toro.

Em recente entrevista, o festival de abóboras que Moura cospe a respeito Marighella é de dar engulhos. Vejamos:

Quero revelar para o Brasil um sujeito que eu tenho muita admiração e que é um herói esquecido.

[...]

O Brasil tem isso, por uma questão da memória ou por culpa da direita ser muito forte no país, não mostrar pessoas que lutaram, que deram suas vidas pela liberdade, pela democracia. Politicamente, para mim, é muito importante falar sobre esse cara. E, ao mesmo tempo, ele é um cara magnético, interessante, forte.

[...]

Então, tá. Marighella herói esquecido? Esquecido sim (ainda bem), mas herói, jamais! Direita muito forte no país? Onde? Qual país será que Moura está se referindo? O Brasil é que não pode ser. Moura agora virou humorista a fazer escárnio de quem o entrevista  ou estava embriagado quando proferiu essa asneira. Faltou aí uma entrevistadora do porte de uma Marlen Gonzalez para reduzir Wagner Moura a pó de traque. Para quem não sabe, Marlen Gonzalez é a jornalista que esculhambou Benício del Toro. Aos fatos:

Benicio del Toro, interpretou no cinema o marginal assassino e psicopata Che Guevara. Foi convidado para uma entrevista na TV 41, oportunidade em que cuspiu quilos de abóboras tecendo loas ao assassino Che. Ao ser questionado pela jornalista cubana Marlen Gonzalez  se ele estava ciente de que Che quando encarregado da prisão de La Cabaña ordenou pessoalmente o fuzilamento sumário e sem julgamento de mais de 400 pessoas entre outras atrocidades, o ator porto-riquenho empalideceu, gaguejou, desconversou até ficar mudo e em silêncio mostrando total desconhecimento da história do assassino. Vejam abaixo a vexatória entrevista de del Toro.




Na entrevista concedida por Wagner Moura para baba ovos, faltou uma jornalista corajosa, do quilate de Marlen Gonzalez para desmascara-lo. Mas aqui no Brasil vermelho de foice e martelo quem teria cacife e coragem  para tanto? Quem perguntaria a Moura se ele sabe que Marighella foi um dos fundadores e chefe do grupo terrorista ALN que matou gente inocente no atacado e no varejo? Quem perguntaria a Moura se ele sabe que o terrorista Marighella elaborou o "Minimanual de Guerrilha Urbana" no qual defende explicitamente o terrorismo e o assassinato de soldados? Quem faria essas perguntas? Arrisco um palpite de que Rachel Sheherazade não seria uma má ideia para entrevistá-lo. Já imaginou Wagner Moura gaguejar e empalidecer diante de sua ignorância política tal como del Toro? Não há preço que pague. Torço morbidamente para que esse dia chegue em breve.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho: Tratados flagelosóficos para curriola esquerdista

Faleceu de forma trágica no domingo passado o cineasta Eduardo Coutinho, assassinado pelo próprio filho. A trajetória de Coutinho no cinema nacional consolidou-se como competente documentarista. Foi autor de premiadas películas tais como, Cabra Marcado Para Morrer, Santo Forte, Edifício Master, Peões, Entreatos e muitos outros. Atuou também durante praticamente uma década na equipe do  programa Globo Repórter.

Coutinho sofria de uma grave doença  denominada esquerdismo. Era comunista empedernido e incurável. Ainda na década de 50, abandonou o curso de Direito para  estudar na França direção e montagem. Retornou ao Brasil na década de 60 trazendo debaixo do sovaco a obra Cadernos do Cárcere, de Antonio Gramsci decorada na ponta da língua. De imediato ligou-se ao movimento Cinema Novo e também ao sinistro Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes (CPC da UNE). A partir daí, feriu de morte a sétima arte com bandeiras vermelhas e panfletagem política.

Começou a filmar seu principal documentário “Cabra Marcado para Morrer”, filme em que conta a vida do líder camponês João Pedro Teixeira, uma espécie de marginal do tipo José Rainha daqueles tempos e que pertencia à liga camponesa Sapé no estado da Paraíba. Era o ano de 1964 e o projeto teve que ser rapidamente abortado devido ao contragolpe militar. (Sim, contragolpe, para quem não sabe, quem iria dar o golpe eram os comunistas treinados em Cuba, mas felizmente foram derrotados brilhantemente pelas forças militares de nosso Exército). No entanto, Coutinho retornou ao projeto dezessete anos depois para concluir o documentário. Coutinho foi um dos pioneiros a filmar a glamourização de um bandoleiro do campo.

Coutinho continuou a sua panfletagem barata para militantes esquerdistas filmando “Peões” e “Entreatos”, documentários que jogam luzes e glorificam as badernas e arruaças de líderes sindicais do ABC paulista, entre os quais se destaca o senhor Luis Inácio Lula da Silva. Filmou “Edifício Master”, no qual entrevista trinta e sete residentes pobres desse edifício cuja intenção foi mostrar um lado tosco carioca totalmente desproporcional à realidade. Além disso, trata-se de um filme absolutamente depressivo, modorrento e cansativo. Cineasta engajado adora filmar pobreza e miséria e depois reclama que ninguém assiste seus tratados flagelosóficos.

E qual foi a contribuição real de Eduardo Coutinho no cenário da sétima arte no Brasil? Nenhuma. Sua filmografia foi sempre pautada pela arte engajada e panfletagem política ideológica esquerdista tal e qual seus comparsas do movimento Cinema Novo. Como intelectual orgânico sob as batutas de Gramsci cumpriu vermelhantemente o seu papel. Deixou como legado uma filmografia recomendada apenas para militantes de esquerda, estudantes de ciências sociais e demais inocentes úteis em prol de uma causa inútil.