quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho: Tratados flagelosóficos para curriola esquerdista

Faleceu de forma trágica no domingo passado o cineasta Eduardo Coutinho, assassinado pelo próprio filho. A trajetória de Coutinho no cinema nacional consolidou-se como competente documentarista. Foi autor de premiadas películas tais como, Cabra Marcado Para Morrer, Santo Forte, Edifício Master, Peões, Entreatos e muitos outros. Atuou também durante praticamente uma década na equipe do  programa Globo Repórter.

Coutinho sofria de uma grave doença  denominada esquerdismo. Era comunista empedernido e incurável. Ainda na década de 50, abandonou o curso de Direito para  estudar na França direção e montagem. Retornou ao Brasil na década de 60 trazendo debaixo do sovaco a obra Cadernos do Cárcere, de Antonio Gramsci decorada na ponta da língua. De imediato ligou-se ao movimento Cinema Novo e também ao sinistro Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes (CPC da UNE). A partir daí, feriu de morte a sétima arte com bandeiras vermelhas e panfletagem política.

Começou a filmar seu principal documentário “Cabra Marcado para Morrer”, filme em que conta a vida do líder camponês João Pedro Teixeira, uma espécie de marginal do tipo José Rainha daqueles tempos e que pertencia à liga camponesa Sapé no estado da Paraíba. Era o ano de 1964 e o projeto teve que ser rapidamente abortado devido ao contragolpe militar. (Sim, contragolpe, para quem não sabe, quem iria dar o golpe eram os comunistas treinados em Cuba, mas felizmente foram derrotados brilhantemente pelas forças militares de nosso Exército). No entanto, Coutinho retornou ao projeto dezessete anos depois para concluir o documentário. Coutinho foi um dos pioneiros a filmar a glamourização de um bandoleiro do campo.

Coutinho continuou a sua panfletagem barata para militantes esquerdistas filmando “Peões” e “Entreatos”, documentários que jogam luzes e glorificam as badernas e arruaças de líderes sindicais do ABC paulista, entre os quais se destaca o senhor Luis Inácio Lula da Silva. Filmou “Edifício Master”, no qual entrevista trinta e sete residentes pobres desse edifício cuja intenção foi mostrar um lado tosco carioca totalmente desproporcional à realidade. Além disso, trata-se de um filme absolutamente depressivo, modorrento e cansativo. Cineasta engajado adora filmar pobreza e miséria e depois reclama que ninguém assiste seus tratados flagelosóficos.

E qual foi a contribuição real de Eduardo Coutinho no cenário da sétima arte no Brasil? Nenhuma. Sua filmografia foi sempre pautada pela arte engajada e panfletagem política ideológica esquerdista tal e qual seus comparsas do movimento Cinema Novo. Como intelectual orgânico sob as batutas de Gramsci cumpriu vermelhantemente o seu papel. Deixou como legado uma filmografia recomendada apenas para militantes de esquerda, estudantes de ciências sociais e demais inocentes úteis em prol de uma causa inútil.